terça-feira, 24 de setembro de 2019
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
As palavras ditas por ti
As palavras ditas por ti
trazem o travo palpável
duma noite caligrafada
entre dedos oblíquos
da tua voz outorgada
As palavras ditas por ti
são pérolas inquietas
entre danças perfumadas
que povoam os mistérios
alcançados nas madrugadas
As palavras ditas por ti
abarcam um oceano
imenso na inocência
do poeta sem rosto
respirado em confluência
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 16 de julho de 2019
Dedilho nas cordas da tua voz
Dedilho nas cordas da tua voz
Os laços que nos laçam
Numa luz imponderável
Racionalizada no coração
Vida que flui sem intenção
Os laços que nos laçam
Numa luz imponderável
Racionalizada no coração
Vida que flui sem intenção
Dedilho nas cordas da tua voz
Um poema feito poesia
Do amor que não revelamos
Mas sabemos existir
Num haver de sentir
Um poema feito poesia
Do amor que não revelamos
Mas sabemos existir
Num haver de sentir
Dedilho nas cordas da tua voz
Uma guitarra que clama
Os primórdios deste tempo
Atípico, num palco existencialista
Deste presente (ainda) revivalista
Uma guitarra que clama
Os primórdios deste tempo
Atípico, num palco existencialista
Deste presente (ainda) revivalista
Dedilho nas cordas da tua voz
A música do olhar revelador
A prosa fundida sem memória
E na pele há um som que emana
E pulsa no sangue que não engana
A música do olhar revelador
A prosa fundida sem memória
E na pele há um som que emana
E pulsa no sangue que não engana
Dedilho nas cordas da tua voz
As estruturas onde ainda vives
Engenharias de velhas arquitecturas
Desenhadas numa tela sem cor
E toco a tua alma sem dor
As estruturas onde ainda vives
Engenharias de velhas arquitecturas
Desenhadas numa tela sem cor
E toco a tua alma sem dor
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 2 de julho de 2019
Fusão
No toque alquímico da tua pele escorrem desertos sedentos de água
aves aquáticas pulsam no teu coração
entre plumagens que encantam uma Lua ainda algemada
alma gémea dum Mar reconhecido
Luz duma outra cidade abandonada na sua própria ascensão
Ergues na espuma das águas um templo branco
solo sagrado dum olhar que brota no canto dos pássaros
lentamente, a Lua reconhece o seu “Karma”
num desafio espelhado no desfiladeiro da sua própria desintegração
como um abrir do “Dharma de Lótus”
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
sexta-feira, 19 de abril de 2019
É de seda este rio que aflora
É de seda este rio que aflora
a pele transparente
o rosto sereno
o tempo vidente
dum verbo conjugado
no presente, sem futuro
inconsequente vislumbre
dos momentos de paz
em que aquietamos
a (in)quietude da horas
das tuas mãos nas minhas
a (in)fluência das águas
profundas do olhar
reconhecidas ao chegar
à velha praia do verbo amar
e, assim conjugamos
a pele confidente
o rosto pleno
o tempo ausente
É de seda este rio que aflora
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
é de paz este amor
é de paz este amor
sem tempo, sem espaço
mas com a memória
oculta de outras eras
do tempo indeterminado
do espaço fustigado
é de paz este amor
sem dramas, sem pressas
mas com a verdade
misteriosa de outras eras
do tempo aprendiz
do espaço sem raiz
é de paz este amor
sem dependências, sem urgências
mas com a plenitude
abrangente do mesmo abraço
do tempo demorado
do espaço reencontrado
in, “ O Momento Certo “ ( a publicar ) © Cristina Fernandes foto: Cristina Fernandes
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Reencontro
Decifro no mapa da tua pele
Os regressos inesperados
Os percursos ladeados
De templos revisitados
Aguardo o sabor do saber
De (e)ternos luares religados
Entre promontórios fustigados
Por sentires nunca tocados
Regresso à praia iniciática
Da tua voz magistral
Da essência primordial
Enigma decifrado - ancestral
Revejo-me no cristal depurado
Em forma de concha transparente
Alquimia solar - sonho ardente
Deste amor Uno e confluente
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
É no silêncio que guardo
É no silêncio que guardo
a nossa música encantada
memória do tempo ajustado
à liberdade ainda fustigada
a nossa música encantada
memória do tempo ajustado
à liberdade ainda fustigada
É no silêncio que guardo
as palavras feitas poema
inquietas na imensidão
do mar em sal sem chão
as palavras feitas poema
inquietas na imensidão
do mar em sal sem chão
É no silêncio que guardo
o cofre aceso da paixão
pérolas de fogo purificado
no sorriso, hoje sublinhado
o cofre aceso da paixão
pérolas de fogo purificado
no sorriso, hoje sublinhado
É no silêncio que guardo
este cântico feito melodia
memorial onde resguardo
a paz quente da harmonia
este cântico feito melodia
memorial onde resguardo
a paz quente da harmonia
É no silêncio que guardo
as âncoras do velho mar
aprisionado na liberdade
deste amor sem idade…
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Tens na voz
Tens na voz
A ocultação das marés
Inquietas na paz
Serenas nos temporais
De outros tempos, memoriais
A ocultação das marés
Inquietas na paz
Serenas nos temporais
De outros tempos, memoriais
Tens na voz
A revisitação dos Deuses
Sábios de sentires
De luas solares
De sóis lunares
A revisitação dos Deuses
Sábios de sentires
De luas solares
De sóis lunares
Tens na voz
A revelação dum segredo
Onde ainda guardo o tempo
Inconfessado na dor
Reencontrado no amor
A revelação dum segredo
Onde ainda guardo o tempo
Inconfessado na dor
Reencontrado no amor
Tens na voz
A maturidade da água
O coração do fogo
Purificado nos desertos
Entre mil mares incertos
A maturidade da água
O coração do fogo
Purificado nos desertos
Entre mil mares incertos
in, “ O Momento Certo “
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
( a publicar )
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 20 de março de 2018
[sem]Equívocos
Revista [sem] Equívocos
Um projecto editorial que colaboro desde Janeiro 2017.
https://www.facebook.com/revistasemequivocos/


terça-feira, 30 de janeiro de 2018
"Fragmentos de um (só) tempo..."
Com muita pena minha não será possível estar presente no próximo dia 3 de Fevereiro no Museu Municipal da Lousã, para a exposição de fotografia "Fragmentos de um (só) tempo..." do excelente fotógrafo Joao Almeida.
Aqui fica um pequeno texto que escrevi para essa exposição:
Fragmentos de um (só ) Tempo
João Almeida nasceu em 1972, numa pequena aldeia do concelho de Coimbra, tendo desde cedo uma paixão: a fotografia. Actualmente reside na Lousã, vila inspiradora pela sua proximidade à serra, às aldeias tradicionais de xisto, às texturas e cheiros que a natureza imprime, moldando assim a liberdade de cada imagem fotografada.
Nesta exposição “Fragmentos de um (só) Tempo”, retracta a respiração intemporal dos ritmos da natureza, dos olhares que perscrutam o saber ancestral da vida, entre a flora e fauna, a fotografia acontece como um momento raro de magia. Uma dança de imagens entre viados e esquilos transporta-nos para o universo do sonho por acontecer de outros tempos. São os sussurros imperceptíveis da fauna, da flora que magistralmente encenam um bailado de encantar no cerne da natureza.
Assim, lapida as formas da imagem, os fragmentos intemporais dum só tempo, momento em que o click fotográfico congela eternamente, a ternura do olhar. Nesse deambular imperceptível das formas, a lente sempre atenta, regista segredos de olhares profundos das terras de xisto, onde as pedras têm segredos por contar, e as gentes raízes profundas de saberes antepassados.
Nesse lastro fragmentado de memórias, cresce um tempo sussurrante, onde se condensam segredos na lente do autor, um saber intuitivo ao captar momentos de rara beleza.
Entre as brumas envolventes das pateiras, crescem ecos flutuantes, filamentos soltos que a memória integra na arcada do tempo, na luz que alonga a possibilidade do sonho, redescoberto a cada instante. Nas neblinas quase líquidas crescem formas de libertação da alma, na eloquência da inocência, na sacralidade das brumas, onde se redefinem imagens povoadas de gotas soltas na memória dos tempos, entre o divagar do barqueiro que acende madrugas.
Em cada rosto há um portal para uma nova (re)descoberta, de olhares que contam histórias no silêncio de cada imagem... na (in)temporalidade de cada fragmento, de cada momento... de um só Tempo.
Nesta exposição “Fragmentos de um (só) Tempo”, retracta a respiração intemporal dos ritmos da natureza, dos olhares que perscrutam o saber ancestral da vida, entre a flora e fauna, a fotografia acontece como um momento raro de magia. Uma dança de imagens entre viados e esquilos transporta-nos para o universo do sonho por acontecer de outros tempos. São os sussurros imperceptíveis da fauna, da flora que magistralmente encenam um bailado de encantar no cerne da natureza.
Assim, lapida as formas da imagem, os fragmentos intemporais dum só tempo, momento em que o click fotográfico congela eternamente, a ternura do olhar. Nesse deambular imperceptível das formas, a lente sempre atenta, regista segredos de olhares profundos das terras de xisto, onde as pedras têm segredos por contar, e as gentes raízes profundas de saberes antepassados.
Nesse lastro fragmentado de memórias, cresce um tempo sussurrante, onde se condensam segredos na lente do autor, um saber intuitivo ao captar momentos de rara beleza.
Entre as brumas envolventes das pateiras, crescem ecos flutuantes, filamentos soltos que a memória integra na arcada do tempo, na luz que alonga a possibilidade do sonho, redescoberto a cada instante. Nas neblinas quase líquidas crescem formas de libertação da alma, na eloquência da inocência, na sacralidade das brumas, onde se redefinem imagens povoadas de gotas soltas na memória dos tempos, entre o divagar do barqueiro que acende madrugas.
Em cada rosto há um portal para uma nova (re)descoberta, de olhares que contam histórias no silêncio de cada imagem... na (in)temporalidade de cada fragmento, de cada momento... de um só Tempo.
© Cristina Fernandes
Janeiro, 2018
Janeiro, 2018
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Conversas com o Principezinho
"Conversas com o Principezinho" foi um projecto no qual colaborei em 2016 e 2017, com diversas actuações em várias salas ao longo do pais, sempre esgotadas. Aqui fica um pequeno registo da entrevista em directo na TV em Outubro 2017.
Um 2018 cheio de ARTE!!
https://www.facebook.com/ManhasnaTV/videos/4709799266049https://www.facebook.com/ManhasnaTV/videos/470979926604968/68/
https://www.facebook.com/ManhasnaTV/videos/4709799266049https://www.facebook.com/ManhasnaTV/videos/470979926604968/68/
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Ondulo (no teu sorriso)
Ondulo na transparência
do teu sorriso
adolescência em nós
revisitada...
Na noite dos encantos...
circulares
ondulares
Água da mesma essência
Amor solar
Onde guardo a transcendência
silenciada
despudorada
Bebo no teu sorriso
este amor sem aviso
do sul
do sal
e ondulo no anelar
que os anéis de Saturno
sabem descodificar
velho amor nocturno
adolescência em nós
revisitada...
Na noite dos encantos...
circulares
ondulares
Água da mesma essência
Amor solar
Onde guardo a transcendência
silenciada
despudorada
Bebo no teu sorriso
este amor sem aviso
do sul
do sal
e ondulo no anelar
que os anéis de Saturno
sabem descodificar
velho amor nocturno
Ondulo na transparência
do teu sorriso
no mar da tua ausência...
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
do teu sorriso
no mar da tua ausência...
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Sublinho no teu sorRiso
Sublinho no teu sorRiso
a minha história
talvez de amoR
talvez de doR
da tela que deciframos
entre silêncios audíveis
de palavras credíveis
de tempos impossíveis
Sublinho no teu sorRiso
a minha vida suspensa
talvez por quereR
talvez sem sabeR
regressar ao oceano
dos momentos vividos
dos intentos acontecidos
dos ventos despidos
Sublinho no teu sorRiso
o prelúdio inquieto
talvez solaR
talvez lunaR
da confluência insana
estranha inquietude serena
da asa quebrada na pena
da velha busca... plena...
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
do teu sorriso (meu amoR)

Elimino o ruído
da vastidão do tempo
da cortina reversa
inversa no som
onde versejam
geometrias aquáticas
liberdades ancestrais
do teu sorriso
(meu amorR)
da vastidão do tempo
da cortina reversa
inversa no som
onde versejam
geometrias aquáticas
liberdades ancestrais
do teu sorriso
(meu amorR)
do poema orgânico
tecido nas águas
do teu sorriso
(meu amoR)
tecido nas águas
do teu sorriso
(meu amoR)
Silencio o corpo
em apneia de luz
em maré inquieta
do teu sal de sul
feito adolescente
na cartografia decifrada
desse mesmo inicio solar
do teu sorriso
(meu amoR)
poesia translúcida
respirada nas estrelas
do teu sorriso
(meu amor)
em apneia de luz
em maré inquieta
do teu sal de sul
feito adolescente
na cartografia decifrada
desse mesmo inicio solar
do teu sorriso
(meu amoR)
poesia translúcida
respirada nas estrelas
do teu sorriso
(meu amor)
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Na intemporalidade das marés (lunares)
Viste-me adolescente
na intemporalidade das marés
inquietas nas minhas mãos
sôfregas no teu olhar
onde reencontramos caminhos
como nascentes de luz
reconhecidas no reencontro
que os anjos escolherem
rota certeira do mesmo tempo
tecido nas estrelas ocultas
onde cresce a celebração
única do mesmo coração
Julho, 2017
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
sábado, 29 de julho de 2017
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
[sem] Equívocos
No próximo dia 14 de Janeiro, pelas 16h, no CCB - Centro Cultural de Belém, vai ser apresentada a Revista [sem] Equívocos, que terá como objectivo alimentar o perene legado de revistas como Orpheu e Presença.
Neste 1º número constarão os seguintes pensadores:
Neste 1º número constarão os seguintes pensadores:
José Barata Moura, José Jorge Letria, Hermínio da Costa Machado, Mário Augusto, Eduardo Lourenço, Tiago Alves Costa, Teresa Moure Pereiro (Galiza), Clotilde Palma, Cristina Fernandes, Luís Filipe Sarmento, Paulo de Morais, Rui Brites, Anabela Pinto, Laurinda Figueiras, José Augusto Nunes Carneiro, Lúcio Alberto.
domingo, 13 de novembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Atlante...
chegas com o sol
incendiado
do Amor que sinto
inconfessado
das noites triangulares
em corpo de ausência
em alma de presença
velhos triângulos
hoje, lapidados
arestas esféricas
que só o Amor
sabe conter
antever
nesse olhar iniciático
mais que inicial
fuga do tempo
que não nos pertence
três décadas inconfessadas
do tempo sem tempo
da vida acesa
nas nossas mãos
entrelaçadas
laços perenes
de dois continentes
num só
submerso...
movimentos sularizados
sóis de luares
inconfessados
integrados
silenciados
entre murmúrios
do mesmo olhar
Atlante...
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Talvez...
Talvez
exista um segredo que adensa a mente
do velho aprendiz das rotas do sul
onde se cruzam destinos sem cruz
nem coordenadas inscritas nos mapas
fluências líquidas de cristais de luz
exista um segredo que adensa a mente
do velho aprendiz das rotas do sul
onde se cruzam destinos sem cruz
nem coordenadas inscritas nos mapas
fluências líquidas de cristais de luz
E nesse segredo há uma sombra exilada
dum velho continente, permanente
na inquietude dum eco ainda solar
voz murmurante do mesmo timoneiro
sábio no olhar e na viagem de amar
Talvez
exista um segredo
na extensão deste poente...
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quarta-feira, 16 de março de 2016
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Memórias...
Raias Poéticas
Vila Nova de Famalicão
Casa das Artes
Setembro, 2013
Rádio Voz de Alenquer
Alenquer
29 de Outubro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Foi no Inverno
Foi no Inverno
Que paraste o tempo
O sabor salgado
Do mesmo olhar
Selado nas ondas
Crispadas do mar
Foi no Inverno
Que incendiaste o gelo
Do eterno momento
Nas gotas velejadas
Sulcadas na pele
De marés naufragadas
Foi no Inverno
Que desenhaste na tela
As aves mais frágeis
Que povoam o éter
De passados presentes
Dum sonho a renascer
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
foto: Nuno Viana
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