sexta-feira, 17 de novembro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Ondulo (no teu sorriso)
Ondulo na transparência
do teu sorriso
adolescência em nós
revisitada...
Na noite dos encantos...
circulares
ondulares
Água da mesma essência
Amor solar
Onde guardo a transcendência
silenciada
despudorada
Bebo no teu sorriso
este amor sem aviso
do sul
do sal
e ondulo no anelar
que os anéis de Saturno
sabem descodificar
velho amor nocturno
adolescência em nós
revisitada...
Na noite dos encantos...
circulares
ondulares
Água da mesma essência
Amor solar
Onde guardo a transcendência
silenciada
despudorada
Bebo no teu sorriso
este amor sem aviso
do sul
do sal
e ondulo no anelar
que os anéis de Saturno
sabem descodificar
velho amor nocturno
Ondulo na transparência
do teu sorriso
no mar da tua ausência...
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
do teu sorriso
no mar da tua ausência...
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Sublinho no teu sorRiso
Sublinho no teu sorRiso
a minha história
talvez de amoR
talvez de doR
da tela que deciframos
entre silêncios audíveis
de palavras credíveis
de tempos impossíveis
Sublinho no teu sorRiso
a minha vida suspensa
talvez por quereR
talvez sem sabeR
regressar ao oceano
dos momentos vividos
dos intentos acontecidos
dos ventos despidos
Sublinho no teu sorRiso
o prelúdio inquieto
talvez solaR
talvez lunaR
da confluência insana
estranha inquietude serena
da asa quebrada na pena
da velha busca... plena...
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
do teu sorriso (meu amoR)

Elimino o ruído
da vastidão do tempo
da cortina reversa
inversa no som
onde versejam
geometrias aquáticas
liberdades ancestrais
do teu sorriso
(meu amorR)
da vastidão do tempo
da cortina reversa
inversa no som
onde versejam
geometrias aquáticas
liberdades ancestrais
do teu sorriso
(meu amorR)
do poema orgânico
tecido nas águas
do teu sorriso
(meu amoR)
tecido nas águas
do teu sorriso
(meu amoR)
Silencio o corpo
em apneia de luz
em maré inquieta
do teu sal de sul
feito adolescente
na cartografia decifrada
desse mesmo inicio solar
do teu sorriso
(meu amoR)
poesia translúcida
respirada nas estrelas
do teu sorriso
(meu amor)
em apneia de luz
em maré inquieta
do teu sal de sul
feito adolescente
na cartografia decifrada
desse mesmo inicio solar
do teu sorriso
(meu amoR)
poesia translúcida
respirada nas estrelas
do teu sorriso
(meu amor)
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Na intemporalidade das marés (lunares)
Viste-me adolescente
na intemporalidade das marés
inquietas nas minhas mãos
sôfregas no teu olhar
onde reencontramos caminhos
como nascentes de luz
reconhecidas no reencontro
que os anjos escolherem
rota certeira do mesmo tempo
tecido nas estrelas ocultas
onde cresce a celebração
única do mesmo coração
Julho, 2017
in, " O Momento Certo "
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
sábado, 29 de julho de 2017
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
[sem] Equívocos
No próximo dia 14 de Janeiro, pelas 16h, no CCB - Centro Cultural de Belém, vai ser apresentada a Revista [sem] Equívocos, que terá como objectivo alimentar o perene legado de revistas como Orpheu e Presença.
Neste 1º número constarão os seguintes pensadores:
Neste 1º número constarão os seguintes pensadores:
José Barata Moura, José Jorge Letria, Hermínio da Costa Machado, Mário Augusto, Eduardo Lourenço, Tiago Alves Costa, Teresa Moure Pereiro (Galiza), Clotilde Palma, Cristina Fernandes, Luís Filipe Sarmento, Paulo de Morais, Rui Brites, Anabela Pinto, Laurinda Figueiras, José Augusto Nunes Carneiro, Lúcio Alberto.
domingo, 13 de novembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Atlante...
chegas com o sol
incendiado
do Amor que sinto
inconfessado
das noites triangulares
em corpo de ausência
em alma de presença
velhos triângulos
hoje, lapidados
arestas esféricas
que só o Amor
sabe conter
antever
nesse olhar iniciático
mais que inicial
fuga do tempo
que não nos pertence
três décadas inconfessadas
do tempo sem tempo
da vida acesa
nas nossas mãos
entrelaçadas
laços perenes
de dois continentes
num só
submerso...
movimentos sularizados
sóis de luares
inconfessados
integrados
silenciados
entre murmúrios
do mesmo olhar
Atlante...
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Talvez...
Talvez
exista um segredo que adensa a mente
do velho aprendiz das rotas do sul
onde se cruzam destinos sem cruz
nem coordenadas inscritas nos mapas
fluências líquidas de cristais de luz
exista um segredo que adensa a mente
do velho aprendiz das rotas do sul
onde se cruzam destinos sem cruz
nem coordenadas inscritas nos mapas
fluências líquidas de cristais de luz
E nesse segredo há uma sombra exilada
dum velho continente, permanente
na inquietude dum eco ainda solar
voz murmurante do mesmo timoneiro
sábio no olhar e na viagem de amar
Talvez
exista um segredo
na extensão deste poente...
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quarta-feira, 16 de março de 2016
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Memórias...
Raias Poéticas
Vila Nova de Famalicão
Casa das Artes
Setembro, 2013
Rádio Voz de Alenquer
Alenquer
29 de Outubro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Foi no Inverno
Foi no Inverno
Que paraste o tempo
O sabor salgado
Do mesmo olhar
Selado nas ondas
Crispadas do mar
Foi no Inverno
Que incendiaste o gelo
Do eterno momento
Nas gotas velejadas
Sulcadas na pele
De marés naufragadas
Foi no Inverno
Que desenhaste na tela
As aves mais frágeis
Que povoam o éter
De passados presentes
Dum sonho a renascer
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
foto: Nuno Viana
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Sombras lunares
Sombra duma lua submersa
alada como um corcel ao peito
insuspeito no rasgo da prosa
esboçada nesta lápide porosa
Sombra memorial dum vento
onde invento a cor - sabor
deste estranho amor voraz
reminiscência velha da paz
Sombra quebrada em crescente
no silêncio iniciático do olhar
madrugar ondulado nas vagas
de outras marés fustigadas
Sombra definida, pressentida
na dança nocturna deste céu
rendido sem véu ao mar
religado ao regressar
ao mesmo luar...
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
foto: Nuno Viana
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Poros de sal
Nos teus braços sopram velas
pedaços submersos de sal
sublimes no brilho das estrelas
e na leveza do cristal
Profundos são os poros salgados
de luz solar dissipada
poentes lunares abraçados
da velha maré iluminada
Brevidades do corpo liberto
quando quebra o areal
e nos remos do mar aberto
navega energia dual
Deixa que o eco do coração
avassale o real
dum amor sem condição
velho olhar inicial
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
foto: Nuno Viana
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Deixa que a maré vaze
para que mostre os relevos da terra
onde a vida encalha
como um barco sedento de oceano
entre nervuras onde tentamos
planar
sem asas, sem remos
simplesmente, respirar...
Deixa que a maré vaze
e no espelho das águas
sejamos reais
como o amor liberto do fulgor
entre margens onde juramos
tentar
sem egos, sem máscaras
simplesmente, respirar...
Deixa que a maré vaze
despudorada de palavras
onde a alegria renasça
como memória relembrada
entre tempos celebrados
voltar
sem medos, sem amarras
simplesmente, respirar...
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
terça-feira, 7 de abril de 2015
manhã (de sentires)
foi numa manhã fria
que chegaste
entre brumas sublimes
reveladoras de sentires
da velha infância
aquietada no colo
onde só o amor
é abundância
e nessa manhã
incendiei o gelo
acendi uma fogueira
no peito de sentires
colhi pétalas ardentes
nas folhas caídas
desta ternura acolhida
entre luares crescentes
foi nessa manhã
de sentires...
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
terça-feira, 31 de março de 2015
Soletro
soletro
em cada letra crescente de cor
o sonho aceso da madrugada
memória guardada do pintor
que reconhece a velha morada
soletro
na sombra da estrada o saber
o sonho aceso da madrugada
memória guardada do pintor
que reconhece a velha morada
soletro
na sombra da estrada o saber
do poente vertido no olhar
rasgado no céu a antever
o velho presságio de amar
soletro
soletro
nos laivos de luz ascendente
rumos secretos do coração
paisagem recôndita presente
de velhas vidas em eclosão
soletro
sabendo que sabes do traço
suspenso na tela desenhada
nó desfeito no éter feito laço
e no céu soa uma velha balada
soletro
em mim poentes
e soletrando
sei
tudo o que sentes...
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
foto: Nuno Viana
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
chamas
crescem...
chamas esvoaçantes
na ternura do teu olhar
mar aceso de memórias
confluentes dum só mar
chamas esvoaçantes
na ternura do teu olhar
mar aceso de memórias
confluentes dum só mar
afagam...
desertos sulcados
na sôfrega direcção
de ventos oceânicos
suspensos no coração
desertos sulcados
na sôfrega direcção
de ventos oceânicos
suspensos no coração
esculpem...
abraços intensos
na luz da madrugada
em combustão perene
da água acordada
abraços intensos
na luz da madrugada
em combustão perene
da água acordada
encantam...
olhares cativos
no sopro percorrido
dum fogo renovador
no pulsar acontecido
olhares cativos
no sopro percorrido
dum fogo renovador
no pulsar acontecido
© Cristina Fernandes
foto: Nuno Viana
foto: Nuno Viana
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Conversas à Lareira
A poesia é esse acontecer constante...
por aqui acontece uma vez por mês,
Um novo projecto nasceu: "Conversas à Lareira"
Sintam-se convidados.
https://www.facebook.com/video.php?v=331184617050094&set=vb.264273863741170&type=2&theater
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
no mesmo Mar...
és o Mar
que assola a gota incandescente da paixão
o amor complacente que me acontece
que assola a gota incandescente da paixão
o amor complacente que me acontece
na antecedência dum tempo murmurante
onde renasço no ondular desta prece
maioridade ao sentir-te na pele mareante
da respiração oculta na sombra que anoitece
e no teu Mar
encontro o sal alquímico do saber do coração
lapidado na terra densa que ainda me prende
o rasgo da penumbra das horas inconfessadas
quando o teu olhar de luz invade e surpreende
os momentos perenes nas harmonias tocadas
para além do som do éter que tudo transcende
e no meu Mar
fico perdida nas tuas mãos em combustão
remos vorazes dum barco desancorado
que na dualidade procura o sul sem norte
convergência do mesmo suor desejado
sempre que o amor renasce da sua morte
velha espiral do tempo breve silenciado
e no nosso Mar
crescem as águas últimas da emoção
raízes pantanosas das quais me liberto
ao tocar o azul profundo da profecia
memórias glaciares do mesmo deserto
que nem o grito dos Deuses ousaria
determinar o mar que queremos incerto
no mesmo Mar...
onde renasço no ondular desta prece
maioridade ao sentir-te na pele mareante
da respiração oculta na sombra que anoitece
e no teu Mar
encontro o sal alquímico do saber do coração
lapidado na terra densa que ainda me prende
o rasgo da penumbra das horas inconfessadas
quando o teu olhar de luz invade e surpreende
os momentos perenes nas harmonias tocadas
para além do som do éter que tudo transcende
e no meu Mar
fico perdida nas tuas mãos em combustão
remos vorazes dum barco desancorado
que na dualidade procura o sul sem norte
convergência do mesmo suor desejado
sempre que o amor renasce da sua morte
velha espiral do tempo breve silenciado
e no nosso Mar
crescem as águas últimas da emoção
raízes pantanosas das quais me liberto
ao tocar o azul profundo da profecia
memórias glaciares do mesmo deserto
que nem o grito dos Deuses ousaria
determinar o mar que queremos incerto
no mesmo Mar...
© Cristina Fernandes
foto: Cristina Fernandes
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
peregrino da história
Na nudez de cada palavra
cresce um tempo sem memória
onde se reconhece o olhar
do velho peregrino da história
© Cristina Fernandes / 2014
foto: Miguel Dias Ferreira
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Sensato é o tempo...
Sensato é o tempo que alonga as sombras
Na cadência tardia das horas côncavas
Dádiva duma era maior transbordante
Na vida cósmica gerada a cada instante...
Na cadência tardia das horas côncavas
Dádiva duma era maior transbordante
Na vida cósmica gerada a cada instante...
Passos que tocam o silêncio dos céus
Entre raízes líquidas desenham vitrais
Decifrados nos caminhos revisitados
Dormência de tantos mares religados
Libertação ambígua dos poros da luz
Que irradiam seduções fustigadas
Nos corpos etéreos ao entardecer
Tardando o brilho lunar acontecer
Sensato é o tempo que ladeia o olhar
O brilho da alma que teima em ficar
Inscrita nos sulcos das ondas do mar
Escrita que desagua num só planar...
Entre raízes líquidas desenham vitrais
Decifrados nos caminhos revisitados
Dormência de tantos mares religados
Libertação ambígua dos poros da luz
Que irradiam seduções fustigadas
Nos corpos etéreos ao entardecer
Tardando o brilho lunar acontecer
Sensato é o tempo que ladeia o olhar
O brilho da alma que teima em ficar
Inscrita nos sulcos das ondas do mar
Escrita que desagua num só planar...
© Cristina Fernandeshttps://www.facebook.com/OMomentoCertoPoesia
foto: Francisco Navarrohttps://www.facebook.com/FrankNavarroFotografia
foto: Francisco Navarrohttps://www.facebook.com/FrankNavarroFotografia
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Amor do meu olhar (indecifrável, inconfessado, irrevelado)
Encontramos no silêncio
A linha eterna do tempo
Amor indecifrável do olhar
Onde navegamos sem amarras
Ondulando no espaço aberto
Unindo margens navegáveis
De velhos desertos ancorados
Nos passos incertos marginados
Percorremos as brumas densas
Maduras de vidas milenares
Amor inconfessado do olhar
Onde mitigamos cores sonhadas
No brilho das estrelas iniciais
Permitidas nas noites siderais
De velhas planícies revisitadas
Na luz certa das madrugadas
Navegamos sem destino
Sabendo certo o rumo do sul
Amor irrevelado do olhar
Onde crescem memórias acesas
No lume da era primordial
Perene e inerte aos sinais
De velhos templos sagrados
Nos momentos certos iniciados
© Cristina Fernandeshttps://www.facebook.com/OMomentoCertoPoesia
foto: Francisco Navarrohttps://www.facebook.com/FrankNavarroFotografia
quinta-feira, 12 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
hoje olhei as águas
hoje olhei as águas
do tempo reflectido na madrugada
deste amor indomado
algemado na dúvida da chegada
do mesmo olhar ancorado
na baía encantada
hoje olhei as águas
navegadas nos trilhos embalados
da velha luz sibilante
sussurrante entre ventos alados
intuição dum instante
na baía encantada
hoje olhei as águas
reconhecidas num beijo imortal
selado no azul rendido
perdido nesse cheiro ancestral
dum só corpo perdido
na baía encantada
hoje olhei as águas
onde dançam sombras lunares
repletas do teu olhar
navegante da terra sem lugares
quietude deste ficar
na baía encantada
do meu (a)mar...
do tempo reflectido na madrugada
deste amor indomado
algemado na dúvida da chegada
do mesmo olhar ancorado
na baía encantada
hoje olhei as águas
navegadas nos trilhos embalados
da velha luz sibilante
sussurrante entre ventos alados
intuição dum instante
na baía encantada
hoje olhei as águas
reconhecidas num beijo imortal
selado no azul rendido
perdido nesse cheiro ancestral
dum só corpo perdido
na baía encantada
hoje olhei as águas
onde dançam sombras lunares
repletas do teu olhar
navegante da terra sem lugares
quietude deste ficar
na baía encantada
do meu (a)mar...
© Cristina Fernandeshttps://www.facebook.com/OMomentoCertoPoesia
foto: Francisco Navarrohttps://www.facebook.com/FrankNavarroFotografia
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