quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

sabemos...

sabemos
das âncoras resgatadas do fundo do mar
das dormências acordadas ao regressar
a esse local de prelúdios entrelaçados
altar de nós que já sabemos desatar

sabemos
dos sussurros da lua que guarda o céu
das vozes dum templo magistral e ateu
onde desenhamos o perfil da planície
recolhida no mesmo olhar sem véu

sabemos
do silêncio das pedras quebráveis
dos ecos dos desertos aráveis
das pérolas que nasceram da dor
de tantas vidas vividas e tocáveis

sabemos
do sentido das águas
contidas no olhar
ao regressar...
 
 
© Cristina Fernandes
foto: Francisco Navarro
 
 

9 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Regressar, sabendo
será um belo momento

(bonito e sentido, isto!)

Mar Arável disse...

Tanto por saber

é o que move ventos e marés

Belo

Benó disse...

Sabemos tanta coisa e não sabemos nada nem o sentido das águas contidas num olhar.
Eu sei que gostei do que li.

Graça Pires disse...

Olá, minha amiga Cristina!
Sabemos que estás a escrever muito bem...
Um beijo.

heretico disse...

sabemos de teu talento poético.

muito belo

beijo

Nilson Barcelli disse...

E também sabemos que fizeste um excelente poema.
Gostei imenso, como sempre.
Beijinhos.

Karine Tavares disse...

Vem!
www.feitaparailetrados.blogspot.com.br/
; )

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelente poema....
Cumprimentos

Vieira Calado disse...

Pois sabemos, amiga!
Com o tempo vamos sabendo muita coisa, principalmente a força indomável do tempo!

Beijinho para si!