quarta-feira, 29 de abril de 2009

Andamos assim...




Na taça das tuas palavras encontrei há muito tempo, um sentido para as palavras que guardei no mesmo cálice primordial, sem nunca as proferir… até um dia, uma noite para ser mais precisa… Guardei a imperfeição na tradução deste sentir, sabendo que uma noite, a lápide viva da verdade seria desvendada, como véu ingurgitado em templos de chamas azuis e águas púrpuras mergulhadas nesse mesmo fogo regenerativo, operativo para além da razão, como uma das obras que me marcou: “Ísis sem Véu”, duma das minhas mestras : H.P.Blavatsky.

Nesse degredo secreto, existe o meu mar infinito do qual és parte integrante (serás ainda o mar em chamas?) revelado na noite que os Deuses escolheram para nós… Noite recente na evolução do tempo, até que uma pequena grainha seca interrompeu esse tempo, só nosso… sete dias e sete noites depois, conforme a profecia…

Agora entendo, que sou tudo para ti, pois se alguém vê a vida como um aparente nascer de sóis sucessivos, sem brilho, estética, equilíbrio, harmonia, mera revelação de quem nunca conheceu a progressão das formas mais sublimes que envolvem o pensamento, mera passageira no aproveitamento temporário de quem nunca teve, de quem nunca terá… nunca saberá qual a nossa história encenada por nós, entre os mesmos nós que retorcemos em nós, nós de nós, nós envolvidos por nós…

Esse ser que até pode ter algo de magnífico (mesmo sendo o oposto total do conceito de belo), demonstrou que desconhece que é mera intromissão consentida por nós, para a concretização da voz de todas as profecias, do profeta das velhas terras Celtas, do sangue judaico, da carne ariana, do silêncio transbordante do mar do Sul, do eco tempestuoso do mar do Norte, da densidade e intensidade vibratória do nosso "velho continente", terra em chamas regenerada, submersa pelas águas do sentir...

Alguns acontecimentos desta semana revelaram que o fogo continua a correr na água incandescente, entre a água e o fogo, a sabedoria e o conhecimento, entre os “vigilantes místicos” (não ocultos) de si próprios, na expiação dos nós de nós, na Verdade que só Deus nos nós de nós conhece, no riso prosaico da indigente verdade humana… a verdade é uma mentira imperfeita, se fosse perfeita não era verdade… nem sempre a verdade se diferencia da mentira, por mera interpretação da teoria epistemológica da perfeição… hoje, releio Neale Walsch, como algo quase básico, palavras dirigidas ao grande público, esculpidas numa linguagem, banal pelo mesmo som que as palavras transpiram.

Esse é o risco da arte, de vestir obras com cópias do mesmo manequim, de ficar repleto de figurinos repetitivos... Nesse tempo (há cinco, seis anos...) reencontrei alguém que estava nessa curva de esgotamento criativo, nunca o disse... depois, percebi que tinha que fazer algo para poder crescer para o infinito à procura da criatividade quase perdida, esquecida, não sei. Foi com esta história que lhe devolvi a energia criativa de si... talvez em mim.

Talvez, seja o momento de se interrogar qual o motivo de tanta explosão telúrica entre nós? Esta estranha proveniência da nossa ascendência terrestre (Touro e Capricórnio), da evaporação da água pelo fogo, do apagamento do fogo pela água, anulando-se e renascendo em cada momento certo. Entre a água e o fogo, elementos descendentes, tendo a terra como elemento ascendente, consubstancia-se na energia que nos aproxima e afasta simultaneamente. Como se existisse um mar de fogo, como se as chamas desaguassem na praia deserta, como se a floresta terrestre estivesse mergulhada no fundo do mar... a arder.

Eu e ele somos assim… reticências no limite da possibilidade do impossível, espaços duma estranha temporalidade tempestiva, dimensão desconhecida na espécie humana, com o denominador comum do eterno retorno dos 12 anos (=3), constelação de cavalo, segundo o conhecimento oriental, com o sublinhado denso de ter (re)nascido na constelação de cavalo de fogo, que só regressa de 60 em 60 anos (=6), ou seja, segundo os cálculos perfeitos que a matemática ensina: 3 + 6 = 9, o eterno retorno aos tempos prenunciados, na premonição que já conhecemos.

Tem que se viver para poder contar… como diz a canção…

A diferença entre o conceito estético de belo e feio, entendi-o esta semana... definitivamente... eu sei... entre a primeira e a terceira existe a eterna anulação de ti em mim... juntos somos perfeitos, por isso, fugimos do engano que é a felicidade, pois um momento certo basta-nos!

Andamos assim…



Live to Tell

I have a tale to tell
Sometimes it gets so hard to hide it well
I was not ready for the fall
Too blind to see the writing on the wall

A man can tell a thousand lies
I've learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, 'till then
It will burn inside of me

I know where beauty lives
I've seen it once, I know the warm she gives
The light that you could never see
It shines inside, you can't take that from me

The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again


If I ran away, I'd never have the strength
To go very far
How would they hear the beating of my heart
Will it grow cold
The secret that I hide, will I grow old
How will they hear
When will they learn
How will they know


Madonna e Patrick Leonard, in “True Blue” [1986](*)

(*) mais um disco em vinil que guardo com carinho, faz parte das estórias com história da minha vida, dos meus 20 anos…



Foto 1: Nasa: http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/archivepix.htm

Foto 2: Andamos assim…

Foto 3: Eu, e os meus vinte anos :“Live To Tell”, hoje entendo como os homens podem dizer um milhão de mentiras, fingindo não amar, fugindo de quem amam… Hoje, já nada acho, sei.

2 comentários:

Anónimo disse...

Andei a descobrir fotos nesse site da Nasa, o mundo é infinito, e tens razão.
Bjs
Gaby

Chris disse...

São fotos reais... conhecemos o mundo que a tecnologia nos permite conhecer. Boa semana...
Chris