quinta-feira, 19 de março de 2009

A Perplexidade de Cassandra.




Existem momentos recorrentes que fazem sentido, como a conversa que hoje tive com alguém, a lembrança do ano de 1989, a entrada na faculdade de Direito, depois a paragem durante uns anos para abraçar outros projectos, o regresso em meados da década de 90… a minha eterna “perplexidade de Cassandra”, tese de doutoramento da Profª Teresa Beleza que li entre os meandros e os meados dos anos 90… Hoje, voltei a abrir o referido livro, há muito adormecido numa das minhas estantes, está um pouco amarelecido, com as minhas anotações desse tempo, volta a estar actual e há uma razão...


“Não me parece que o interesse de uma análise feminista do Direito Penal ou outro, seja principalmente, o de uma – denúncia indignada -, embora julgue compreensível que essa seja uma fase inevitável.
Mais interessante e importante, para mim, será observar como as mulheres (e homens) são construídas nesse discurso. Mas é claro que essa denúncia é um momento – talvez necessariamente o primeiro – da observação dessa construção; por outras palavras: dessa desconstrução.”


Maria Teresa Beleza, in "Mulheres, Direito, Crime ou a Perplexidade de Cassandra" [1990]


Hoje, mais que perplexa estou profundamente indignada, mas o momento certo chegará em que poderei cortar a direito… para o outro lado, como diz a canção. Estou cheia de hipocrisias e de romarias, de "homenzinhos" de avental, e não pensem que estou a referir-me a "Ele", pois ele é um Anjo Cruel em ascensão, estou falar dum certo "funcionalismo público" hierarquizado, mais ou menos dependente.
Talvez, por isso vou transcrever um texto do Dr. José Maria Martins, pois há uma razão a aguardar o momento certo…


“A ditadura da Maçonaria"

Portugal está nas mãos da máfia maçónica.
A Maçonaria está a estrangular Portugal.
Portugal está num beco sem saída. Vivemos na miséria. Económica, social, política.
Somos os últimos na União Europeia e a mim tão situação causa-me náuseas.
Detesto ser o último e não admito que Portugal, o País que eu amo, seja a cloaca da Europa.
Hoje em Portugal para se ter um emprego é necessário ser da maçonaria.
A Maçonaria e o seu ritual - ridículo - do avental, de homens com avental a agirem como se vivêssemos na idade das trevas, é hoje o maior centro de emprego político que há. De tráfico de influências.
A Maçonaria domina tudo, tudo protege.
Meia dúzia de espertos dominam 10 milhões!!!
Mas a maçonaria é o contrário da espiritualidade. Mesmo a maçonaria que não é ateia, não passa de centro de tráfico de influências.
Os portugueses não podem ser governados por intrujas que usam a maçonaria para traficarem influências, para fazerem negociatas de todo o tipo.
Uma cambada de incompetentes e corruptos.
Hoje os lugares políticos, os lugares de topo da administração pública, das Empresas Públicas, são reservados a maçons.
Uma ditadura.
Mas esta gente, ímpia, não temente a Deus, não pode triunfar.
Levantemo-nos contra esta vigarice, contra esta gentalha que é sumamente minoritária mas que domina o Pais, que faz todo o tipo de vigarice, que se serve do Estado, suga o Estado.
Denunciemo-los, sem temor!!!
Portugal é um Estado cristão. Vamos caçar essa gente interesseira e que abafa Portugal.
A corrupção, o tráfico de influências, as máfias, estão todas cobertas pelas maçonarias.
A porcaria em que vivemos está relacionada com os tráficos de influências, as negociatas, os esquemas, o amiguismo, a vigarice, está relacionada com a maçonaria.
Esta gente tem de ser posta no lugar.
Os portugueses, cristãos, católicos na esmagadora maioria, não podem ser esmifrados, vigarizados, pelas sociedades secretas.
Imagino juízes - que estão obrigados a julgar com imparcialidade e isenção, vestidos com aventais maçónicos, a fazerem juras de apoio a irmãos - a jurarem defender os irmãos, sabendo que por via disso não podem depois ser isentos e imparciais.
E há vários juízes em Portugal que pertencem à maçonaria.
Não admira que a Justiça Portuguesa seja a mais fraca, a menos eficiente, a que menos respeita os direitos liberdades e garantias.
Vamos denunciar isto, vamos combater isto. Sem medo, porque o Poder reside no Povo.
Portugal só avança se mudarmos a magistratura, até agora servil do Poder Político e económico.
Sei que me vão perseguir, mas quero que eles vão para o Inferno.
Quem não acredita em Deus não me merece consideração.
Hoje é o dinheiro que manda, o esquema, a cunha, a vigarice.
Que me processem, o que não é demais num Estado medieval como é Portugal.
Vamos combater a maçonaria, sem medo, em todos os domínios, em Portugal e no estrangeiro.
E eu estou disposto a tal porque para mim dinheiro não me importa, não me vendo.
Os aventais metem-me asco, nojo, não aceito sociedades secretas em Portugal, num País da União Europeia, num Estado que deve ser moderno, igualitário fraternal.
Não sou fundamentalista, aceito e respeito todas as religiões, mas não quero a maçonaria, porque não passa de um esquema, de uma agência de empregos, de cargos, de tráfico de influências.
Porque hoje deram à maçonaria um fim diferente. Antes, no Século XVIII e XIX a maçonaria era uma coisa diferente. Era a oposição ao "ancient regime", lutava pela liberdade, igualdade, fraternidade.
Hoje a maçonaria não passa de uma seita que domina o Estado, mata a democracia, uma agência de empregos, de tráfico de influências.
Perdeu os valores como parâmetro de actuação.
Contém comigo para essa missão.
Por Portugal e pelos Portugueses.
Contra a máfia.

José Maria Martins, 6 de Julho de 2007

www.josemariamartins.blogspot.com

3 comentários:

Anónimo disse...

estamos a precisar dum novo 25 Abril, está nas nossas mãos desmontar os esquemas desses tipos
abraço
^Pedro

Anónimo disse...

Olá Cris

Gostei.
Um beijo
João

Chris disse...

Obrigado Pedro pelo teu comentário, mas temos que saber aliar a emoção à razão. Aprende-se com a idade...

João: não estou a ver quem é! É o meu querido amigo Mota G.? Se for, beijinhos, se não for não estou a ver quem é...
Chris