domingo, 21 de dezembro de 2008

Entre o perceber e o entender...




As palavras que se seguem não são minhas, ou talvez o sejam...
Alguém me segradou ao ouvido
No eco do coração implodido
No som do meu coração que já explodiu
Nos erros, nas culpas sem associação,
foi assim,
que "alguém" me segredou estas palavras:
matar-te é pouco, quero mais,
mais demais...


"Entre o perceber e o entender
Entre a fibra e o algodão
Entre o real e o coração
Entre o norte e o sul

Entre a morte e a vida
Entre o reparar e o olhar
Entre a tentativa e o tentar
Entre a terra e o céu

Entre a cobardia e a dor
Entre a raiva e o amor
Entre as garras e o toque
Entre o sexo e a alma

Sentir-te… é assim
Sentir-te é o que resta de mim…

A pseudo intelectual que nunca o foi
A louca "lorcorniana"
A maluca "malthusiana"
A psicopata "pessoniana"
A obsessiva "obtusiana"
A perseguidora "persiniana"

M u s a … mais de mais
Quase tudo foi dito
Na voz, no movimento
No olhar
Na anestesia...
Nas reticências que re-conheço

Na morte, onde já morremos
Na terra que já não queremos
Na vida que ainda vivemos

És tu…

O sulco novo das minhas rugas
Nos brancos irradiados
Na dor dos ossos, no pó do éter
Na carne a desaparecer

A alma que me devora
O eterno momento
Da nossa eternidade
Nas horas… sem ti

Entre Baudelaire e Ferré
Entre a morte e a vida
Entre o corpus e o animus
Entre a pele e as estranhas

Amadureci o teu ser
Os movimentos re-iniciáticos
O arrastar do corpo
O elevar da alma

Entre o teu olhar e o meu
Renasce a impossibilidade
Dum amor possível
Inadmissível perante os falsos doutos
Aceite perante os dignos celti-desoutos

A guarda conjunta
Do amor des-conjunto

A tua voz primeiro
O teu olhar depois
As tuas mãos no após
Do momento a seguir...

A incomunicabilidade
Dos Deuses
A comunicabilidade dos anexos
Dos pequenos seres
Dos egos reduzidos
Mergulhados fora de si
Na oitava a seguir
Na oitava casa

O rei-ki nas tuas mãos
O movimento do teu corpo
Esse segredo onde te re-iniciei
O tempo dum Amor
Mera proposta acusativa

Como um masoquista dormente
Nas longas horas sem descanso
Entre o Amor… e a Dor...
A mais alta frequência do ser
O estranho crepitar das brasas
Dum novo amanhecer...

No éter que tento
Na maturação do tempo…
Daquilo que não posso ainda
Dizer…

Sentir o coração que bate a meu lado
Sem o conhecer
Conhecendo-te
Reconhecendo-te
No olhar
Na noite que foi nossa

Querendo-te
No gerúndio
Tendo-te
Aqui

O infinito que ganhei
Nas tuas mãos,
Nos teus olhos,
No corpo que ainda sinto
Dentro de mim

Na alma única
Que foi nossa
Só nossa
De mais demais…

O acto da criação
Nasce duma fonte
Entre a terra e o céu

Entre o rio e o mar
Entre o doce e salgado
Entre o aconchego
E a depravação
Da dor onde vive a nossa
Prisão: tem-plo dum Amor

Nunca amei ninguém
Foi por isso que re-aconteceu
A nossa história?
Sempre te amei
Onde estará Plutão?
Casa VII, Casa VIII
A casa VIII é a minha casa
A porta oculta escorpiónica

Re-ensinei-te a re-tocar
As almas
Essa foi a melhor prenda de Jesus
O melhor ensinamento que Cristo
Me ofereu num tempo de Orfeu

No lastro da diferença
De Nós
Nos Laços
Talvez…"


Imagens: ...repetidas neste espaço incerto, neste tempo certo...

1 comentário:

Anónimo disse...

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