quarta-feira, 8 de outubro de 2008

As flores do bem, que ainda acredito.






Quase a um mês das eleições presidenciais nos E.U.A., mais um debate entre os dois candidatos passa em directo nas televisões de todo o mundo, vou fazendo “zaping” entre a Sic-N e a TV5, enquanto acabo um trabalho que tenho que entregar até ao final desta semana.

Nenhum dos candidatos ainda falou da nova ordem mundial que está a nascer, da era de Aquário que começa a deitar por terra rasante todas as estruturas vincadas pela era de Peixes, que já acabou, mas que teimosamente teimam em continuar, o que o céu já não quer.

Começamos a assistir, (deveríamos ser intervenientes activos, mas poucos o são...) à preparação das consciências, para um novo tempo, que só começará a consolidar-se depois de 2012. Esta transição planetária, está inscrita no céu desde sempre… mas o momento certo chega sempre, é implacável…

Podemos viajar até às pirâmides de Gizé, aos calendários inscritos na pedra, passando pela antroposofia e algumas noções do pensamento cabalístico e budista, para entender a evidência da simplicidade das grandes questões que sempre se colocaram à humanidade... foram sempre as mesmas, assumindo diversas formas e contornos, diversos lastros temporais, nas mais diversas épocas históricas.

Numa das estantes do meu escritório continua a “bíblia” económica de Samuelson por onde estudei economia política, tendo sido deslindada duma forma brilhante pelo Dr. Arlindo Donário. As questões académicas são hipóteses “ceteris paribus”, como se a economia estivesse encerrada num aquário doméstico, mas a realidade é um oceano imenso.

Nada tenho contra os jovens de 20, 30 anos, mas não têm o mesmo nível de responsabilidade que a minha geração teve. Quando comprei o meu primeiro carro, há quase 20 anos, comprei-o com três cheques pré-datados, não passei 50 meses a pagá-lo! Hoje para além dos carros, são os electrodomésticos, os computadores, os telemóveis, as viagens… Não entendo como se vai de férias com prestações de tudo e mais alguma coisa para pagar.

A paz vem de dentro, nunca de fora… a nova era já bateu à porta há algum tempo, mas os homens continuam a bater na mesma tecla já gasta… mas temos muito tempo, esta nova era de Aquário vai até 4.000 d.C., ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos 2.000 anos. E ainda bem que não sabemos...

Como já aqui escrevi a humanidade está na pré-história, poucos são os verdadeiros Mestres, muito menos os que andam por aí, a atirar pedras, e têm espadas verticais simbolizando o que não praticam… Talvez essas pedras tivéssem um sentido: expandir a consciência de "alguém"...

… continua o debate Obama e McCain, os dois não são assim tão diferentes, mas do mal ao menos, talvez Obama minimize o erro vertiginoso em que a humanidade está embutida, como lapas cortantes na pedra.

Do outro lado, na sala, toca baixinho “Brumes et Pluies”, na voz de Ferré (o trabalho tem sido duro…) e escrito por Baudelaire. A análise comparativa entre os dois mapas astrais destes senhores que já não estão entre nós (será?) é curiosa, pois têm muitas semelhanças as suas matrizes energéticas.

Uma outra análise que realizei, foi entre o mapa astral de Léo Ferré e de “alguém”, é quase um decalque perfeito dessa outra matriz energética. Marte não está na casa XII, mas na IX. Mas o mais impressionante é a linha do horizonte, ou seja, a linha que vai do descendente (oeste – ocidente), para o ascendente (este – oriente)… é grande a semelhança energética, varia alguns graus...
Sei que me engano algumas vezes, tento enganar-me cada vez menos, mas o céu nunca se engana, e se eu estou equivocada, “ele” (o céu, entenda-se!) não está.

O debate continua, no papaguear das dualidades do mundo, e do “sonho americano”, que passou a pesadelo... santa paciência nesta encefalia ideológica.

Brumes et Pluis

Ô fins d'automne, hivers, printemps trempés de boue,
Endormeuses saisons! je vous aime et vous loue
D'envelopper ainsi mon coeur et mon cerveau
D'un linceul vaporeux et d'un vague tombeau.

Dans cette grande plaine où l'autan froid se joue,
Où par les longues nuits la girouette s'enroue,
Mon âme mieux qu'au temps du tiède renouveau
Ouvrira largement ses ailes de corbeau.

Rien n'est plus doux au coeur plein de choses funèbres,
Et sur qui dès longtemps descendent les frimas,
Ô blafardes saisons, reines de nos climats,

Que l'aspect permanent de vos pâles ténèbres,
— Si ce n'est, par un soir sans lune, deux à deux,
D'endormir la douleur sur un lit hasardeux.


Charles-Pierre BAUDELAIRE, in "Les Fleurs du Mal" [1857]


Imagem 1: Mapa astral de Léo Ferré, realizado por Jean Aidane
Imagem 2: Matriz energética de Léo Férré
Imagem 3: Mapa astral de Baudelaire, realizado por Jean Aidane
Imagem 4: Matriz energética de Baudelaire

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