sábado, 24 de maio de 2008

Egéria


Sou insensata porque nunca me isolei da dor,
agora está sempre acesa e tudo é incerto.
O amor é uma emboscada
e um ácido insolúvel e corrosivo.

Mas porquê assim? - se sei que ele tem uma insígnia e é insolente.
Mas é uma graciosidade amar de volta em volta na sua espiral...
não deixes nenhum espigo cravado no meu peito
a marchar no meu sangue para o intoxicar
e deixar-me morrer presa à traição.

Egéria, in "Amor sem Pele" [2006]

3 comentários:

Anónimo disse...

O acto criativo passa por aí. Nem sempre é assim.
Saudades
Nuno / Salema

Anónimo disse...

Muito para dizer, pouco para falar.
Muito para ouvir, pouco para escutar.
Ou será ao contrário?
Bjs
Gabi

Anónimo disse...

Parabéns pela exposição e pela companhia.
Cumprimentos
Luis Rendeiro