sábado, 8 de março de 2008

Dói-me


Dói-me a tua ausência encalhada
Nas réstias deste silêncio sufocado
Dentro de mim

Dói-me a tua prosa engendrada
Na triangulação precipitada
Dentro de mim

Dói-me o teu gesto lapidado
Nas pedras falsas lançadas
Dentro de mim

Dói-me a tua fuga desesperada
No teu olhar estilhaçado
Dentro de mim

Dói-me


Chris [2008]

1 comentário:

Anónimo disse...

Nunca conheci ninguém como tu.
Passaste o fim do fim, a seguir deve existir alguma coisa.
Tem cuidado contigo.
Beijo
João